IMBITUBA ASSOLADA, MAIS UMA VEZ, PELO COQUE E COMUNIDADE RECLAMA

PRODUTO É MOVIMENTADO NO PORTO DE IMBITUBA MESMO COM FORTE 'NORDESTÃO'

Tanto em 2009 (clique aqui para ver o link), quanto em 2013, (acesse o link aqui) o Surfemais denunciou o descaso ambiental que já vem acometendo moradores de Imbituba há anos, e até hoje, pouco se fez para reverter esta situação.

Desde 2009, várias denuncias tem sido feitas sobre o descaso ambiental que vem acometendo moradores de Imbituba há anos, e até hoje, pouco se fez para reverter esta situação. Considerada uma das maiores surf cities do país, mesmo após anos de problemas, desde a extinta e famigerada ICC – Industria Carboquímica Catarinese –, o que parece é que a administração pública ainda não aprendeu a lidar com estas situações. Sob o controle do Governo do Estado desde 2014, o Porto de Imbituba vem recebendo severas críticas de moradores, principalmente nesta época do ano, em que o forte vento nordeste predomina da região.

O coque - e seus derivados –, ou rejeito do petróleo, é um tipo de combustível derivado da hulha, ou carvão betuminoso, e até o início do século passado era um produto descartado. Há vários anos, vem sendo importado através do Porto de Imbituba, e apesar de ser um produto rejeitado em vários outros locais, pela alta incidência de problemas respiratórios e cancerígenos causados a trabalhadores que manuseiam o produto, bem como a população, é descarregado de navios graneleiros na cidade. 


A praias da Vila e do Porto, além de toda a região central de Imbituba são as que mais sofrem, pois circundam o imenso depósito dentro da área portuária, onde é descarregado inicialmente o produto. Há notícias de que em Laguna, há mais de 30 quilômetros de distância de Imbituba, um pó preto característico do coque, há alguns anos vem sendo notado na vidraças de casas, ao serem limpas. 

Caminhões transportam este material até depósitos particulares, por algumas vias da cidade, com o produto mal acondicionado, sendo notado isso, pelas lonas mal amarradas que vão liberando o produto no ar por onde passam. Alguns destes depósitos, já foram notificados pela fiscalização da Prefeitura de Imbituba, por não possuírem autorização para funcionar, bem como por estarem em regiões de cidade que não é permitido acondicionar este produto.


Em 2014, a partir de uma denúncia feita, que uma grande quantidade de coque haveria sido derramada no mar, próximo a um dos berços de atracação no Porto de Imbituba, a denúncia foi considerada infundada pela administração do Porto, e ainda explicada que “em dias de ventos superiores a 24 km/h, a operação estaria suspensa, por conta do elevado risco de emissão de fuligem de coque sobre a praia e as casas próximas ao local”.

Num vídeo divulgado nesta terça feira - 11/08 - nas redes sociais, pela comunidade virtual da AMRB – Associação de Moradores da Rua de Baixo -, mesmo com a incidência do forte vento nordeste que predomina desde a última semana, a operação acontecia sem interrupções. 

Segundo Angelo Guidi, tesoureiro da AMRB, que fez as imagens por volta das 17h30min de terça feira, “A indicação para a velocidade máxima do vento em 24 km/h, serve para os dois sentidos, tanto para vento nordeste quanto vento sul, e isso faz parte do ajuste de conduta anterior, acertado entre o Porto e o AMRB, e também faz parte das normas de operação da SC Par para graneis sólidos”.
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