CRÍTICA AO WT RIO 2011: O SURFE FEMININO NACIONAL MERECIA ESTE RECONHECIMENTO

DEPOIS DE "FUÇAR" A INTERNET NÃO ACHEI NENHUM ARTIGO COMENTANDO O QUE EU VOU "DIGERIR" LOGO ABAIXO, SOBRE AS MENINAS QUE DISPUTARAM O WT FEMININO NO RIO.
Diana Cristina, tricampeã do Circuito Petrobras feminino poderia também ter representado o Brasil no WT Rio 2011.

Quando veio a escalação verde amarela para o WT feminino no Rio de Janeiro, fiquei meio chocado com as convocações das convidadas. Achei meio intencional a tentativa de elevar o nível de “produção” do evento chamando Andréia Lopes e Maya Gabeira para ocupar a vaga de tantas outras brasileiras que aguardavam anciosas, colocadas em seus respectivos lugares num ranking brasileiro ativo e operante, trazendo nas costas o duro trabalho de continuar elevando o surfe brasileiro feminino. Nada contra as duas atletas, muito pelo contrário...

Andréia Lopes trás um curriculo invejável em competições, mas já foi tantas outras vezes homenageada por sua longevidade e dedicação ao surfe brasileiro. Já Maya Gabeira – que inclusive sou fã de carteirinha -, tem consigo os maiores títulos em ondas grandes que alguém do “sexo frágil” – como antigamente referia-se a elas e que hoje em dia de frágil não tem nada -, correndo, e não só isso, dropando as maiores ondas pelo mundo, mas que em competições ao nível de WT, visivelmente estaria alí apenas para “figurar” entre as outras “meninas” do mundial feminino. Sempre torci por elas, mas não vou fazer meias palavras aqui.
A carioca Tais de Almeida, de Saqurema, é outra que deve ter ficado esperando uma chance.

Deveriam sim, ter dado estas vagas a quem realmente interessaria disputar este evento. As brasileiras que, sim, poderiam ter deixado uma marca maior no campeonato, obviamente, lutando em igualdade para chegar as fases seguintes. Isso ficou engasgado desde quando o evento femino começou e que terminou antes mesmo do masculino, o qual, “Mineirinho” sagrou-se campeão. As duas foram desclassificas já na primeira fase com Maya obtendo uma pontuação baixissima em sua bateria.

Não ví ninguém, nenhum site, comentar nada sobre isso. Vou mais além e me atrevo a dizer que achei uma falta de respeito incrível que outras brasileiras que estão aí correndo atrás de reconhecimento perante ao surfe feminino nacional mereciam estar lá para dar mais trabalho às australianas – que são maioria – e atletas de outras nações que disputam o circuito mundial. Talvez, até ajudando Silvana Lima a levar o título que não foi possível. Quem é atleta ou tem algum conhecimento em competições sabe do que estou falando.

Abraço e fica aqui a homenagem e o registro do SURFEMAIS a todas as surfistas que estão ai na batalha.

Por Eduardo Rosa
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