MEDINA APAVORA O MUNDO.

TRESTLES FICOU PEQUENO PARA O “SUPERBOY”
Medina dando um jeito de comemorar com o troféu de mais de US$ 30 mil.
Cedo para falar qualquer coisa sobre o novato Gabriel Medina. Ainda continua sendo uma novidade para todos, bem como para os demais potencias envolvidas neste esporte. Impossível não falar nada, quando se assiste a uma performance avassaladora, a qual ele proporcionou aos braisleiros e ao mundo. É vibrante ver cada fase atravessada por Medina para chegar até aqui, uma história que parece mais cheias de altos do que baixos, pelo menos nos dois últimos anos.

No começo da temporada pareceu que ele estava atônito perante à mega potencia do surf,  a Austrália. Mesmo assim ele não escondeu a frustração de não conseguir nenhum resultado expressivo em início de ano. Está no DNA dele vencer. E como seu pai já disse em várias entrevistas, Medina é altamente competitivo. Não admite perder nunca. Mas isso o faz buscar a perfeição sempre, sem esquece que ele é um moleque ainda. Passa a maior parte do tempo se divertindo, dentro ou fora d’água. Os treinos são o ápice desse divertimento, como vemos em seus vários vídeos dispostos na internet. Mas quando a responsabilidade chega, ele está lá também, pronto para encarar seus oponentes e impressionar seus já milhares de fãs que crescem todos os dias.
O que mais impressiona em Medina é que ele completa praticamente todos os aereos que ele se arrisca.
Não foi uma performance comum, a que ele desempenhou em Trestles, na Califórnia (EUA), no Nike Lowers Trestles 2012. A partir da segunda fase do evento, os experientes narradores, que já virão tanta coisa neste mundão do surfe, começaram a ficar impressionados com as manobras e as notas de “Gab”, e foi assim que começaram a chamá-lo, então.

Estaria surgindo aí um novo campeão mundial disposto a quebrar todas as portas, que poucos conseguiram fazer em todos estes anos, mas não chegaram a abalroar a porta principal, chamada Kelly Slater? Se tomarmos por base o que Medina fez neste evento – entre outros -, deixando quase todos os seus oponentes, em combinação de notas para virarem suas baterias, a resposta pode ser ‘sim’. Ele chegou ao cúmulo de impor a alguns de seus oponentes a combinação de notas – ou ‘combi’ - para virar a bateria, antes dos cinco minutos iniciais. E a reconhecer, na sua humildade, o norte americano Dane Reynolds, como um dos seus ídolos preferidos, após a bateria em que impôs uma das suas combinações desnorteantes.
A força da família presente em todos os eventos.
A virada sobre Brett Simpson foi a mais estonteante. Há menos de um minuto para o término da bateria, “Gab” simplesmente foi buscar numa onda mediana, um 9,53 que pareceu fácil de conseguir. Na primeira manobra, nesta onda, o nervosismo para conseguir a nota quase o derruba da prancha, mas ele teve sangue frio ao completar a mesma, levantando o braço direito para mostrar – e impressionar - aos juízes que havia completado com controle total a manobra. Daí em diante ficou para a história.

A bateria final foi morna, em relação às outras atuações de Medina. Frio, como sempre, ele fez somente o que o australiano Glen Hall exigiu dele. Não pareceu cansado, mas dosou com seriedade sua atuação. Como faz o tantas vezes campeão mundial, Kelly Slater. Na comemoração em família, hinos comuns aqui no Brasil, e um novo ‘adjetivo’ para o campeão: “Superboy, Superboy”, ecoava entre os brasileiros que torciam por ele em Trestles.
A diferença de 'Gab' para seus oponentes era visível. Mais uma marca histórica para ele.
Para quem achava que a etapa brasileira do WCT, o Billabong Rio Pro, no Rio de Janeiro, teria muita emoção, agora não tem dúvida.
  
Concetração total para encarar a final.
A sequencia da discórdia...
...os momentos em que o australiano Glen Hall forçou uma interferencia em Medina...


...mas o brasileiro não se intimida e atravessa frente do australiano Glen Hall...

...e quando tentou achar algum quebrado em sua prancha.
A 'Combi' do Dane Reynolds.
John John Florense, na derrota para Glen Hall.
O baixinho Glen Hall após a final contra Medina.

Concentração até para receber a premiação. Expressão séria pra entender o que estava acontecendo.
A hora da verdade. Medina comemora ainda dentro d'água.
Banho d'água pra comemorar também. A surpresa na entrega de prêmios.
O momento da bateria contra Dane Reynolds há menos de um minuto para acabar a bateria, prá comemorar e mostrar que estava tudo sob controle.

Por Eduardo Rosa

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