A VOLTA DE FIJI AO WORLD TOUR EM 2012


O PARAÍSO PARA INICIANTES E EXPERIENTES

A ilha de Tavarua e logo ao lado Namotu Island.

Ainda no início da década de 80, enquanto o mundo do surf ficava deslumbrado com as imagens de longas e perfeitas ondas vindas de alguns picos na Indonésia, um californiano chegava até a Ilha de Tavarua, em Fiji, na Melanésia, para convencer o rei da tribo local, a se tornarem sócios de um negócio que atrairia surfistas e turistas do mundo inteiro.

Dave Clark, depois de “roubar” a exata localização e a longa e conturbada história de seu amigo, Roger, um australiano que vivia pela Califórnia vendendo artigos do Oriente - “lenda” negada na época, até para as revistas norte-americas Surfer e Surfing -, implantou numa pequena ilha em forma de coração, no meio do conglomerado de ilhas Fiji, o primeiro e mais luxuoso surf camp de toda a Oceania.

O surfista local Aca Raculo é um dos Wild Cards do evento.
Na realidade o sonho de muitos surfistas ao redor do mundo, que ficaram sabendo da novidade, quase se desfez ao ver o tamanho da fila de espera para chegar até a ilha. Em acordo com a família de viventes da ilha, apenas 50 surfistas podiam passar uma semana por lá, mas a brincadeira até hoje é salgada. A partir de US$ 6 mil dolares – incluíndo quase tudo - para surfar a onda que é considerada a melhor do Pacífico sul.

Isso acontecia até 2010, quando o governo local acabou com essa determinação, ao assistir a uma etapa do World Tour em 2008, e notou que não havia nenhum local participando, nem como convidado. Desde então, o crowd tem crescido consideravelmente, fazendo a alegria de quem tinha disposição para bancar sua chegada até lá.

A ilha de Tavarua e suas redondezas são um paraíso de ondas perfeitas. Desde beach breaks, para os menos experientes, como  Desperations, passando pelas direitas de Swimming Pools, um reef break também para iniciantes, que tem este nome pela claridade da água, até as esquerdas mais potentes como Restaurants e a poderosa Cloudbreak.

Após três anos sem receber uma etapa do WCT, a ASP confirmou ainda ano passado, a volta de Fiji ao calendário em 2012. O Volcon Fiji Pro será a quarta parada do circuito entre os dias 03 e 15 de junho.

Ano passado, Cloudbreak já deu o ar de sua graça quebrando de gala ondas de mais de 12 pés perfeitas e tubulares, fazendo até o tantas vezes campeão, Kelly Slater, cancelar sua participação na etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul. E ainda mandou recado via Twiter para a ASP: ”Honestamente, não sei se irei a J-Bay depois de comparar a previsão para Fiji. Podem me tirar das apostas do ‘jogo virtual’ da ASP, se eu estiver nele”.
Estrutura já montada em Tavarua.
Neste ano, Slater não compareceu a terceira etapa no Brasil, neste mês de maio, por conta de um corte no pé. Mais tarde, um vídeo postado na internet, mostrava Slater na Austrália explicando sua ausência, logo após pegar direitas tubulares na Gold Coast.

O australiano Joel Parkinson é o líder do circuito no momento, e Adriano “Mineirinho” de Souza perdeu a condição de vice-líder, caindo para a quarta posição no ranking mundial da ASP. 

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Por Eduardo Rosa
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