DEFINITIVAMENTE, O BRASIL NÃO É MAIS APENAS A PÁTRIA DE CHUTEIRAS

A EVOLUÇÃO ESPERADA FINALMENTE CHEGOU?


Filipe Toledo levantando a taça em Portugal pra chegar perto do Título Mundial de 2015. Foto: WSL/Paullenot/Aquashot


Talvez seja apenas mais um devaneio sobre a situação dos brasileiros perante ao surf mundial. Quem sabe, um momento passageiro, ditado pelos dirigentes que moldam esse esporte no planeta, visando o gigantesco mercado brasileiro, que emerge ainda sem destino certo, fato esse, que muitos atribuem ao momento. 

Mas, o momento mesmo é mais uma vez do Brasil perante as - até então - maiores forças do surf planetário. O que para muitos era um fato quase impossível de se alcançar, há 4 ou 5 anos atrás, imaginando hoje, que o único Título Mundial brasileiro não mais se repetiria, dadas as irregulares performances de Gabriel Medina até a metade do Circuito Mundial, vinham se desfazendo desde o início do ano, com Filipe Toledo e Adriano de Souza, disputando 'pau a pau' cada evento WSL.

Quantas bandeiras brasileiras permeiam o ranking mundial de surf em 2015 tão próximo a mais um Título neste ano. 

O que os gringos não contavam mesmo, era que um australiano e 5 brasileiros estivessem na disputa pelo caneco deste ano, faltando apenas uma etapa para a definição do melhor surfista profissional de 2015. Mas, Gabriel Medina, Adriano 'Mineirinho' de Souza, Filipe Toledo e Ítalo Ferreira, podem ter transformado o Brasil, a partir de hoje (30 de outubro de 2015) na 'pátria de pranchas'.

Isso, sem contar que Medina perdeu a grande chance de levar uma certa vantagem na disputa final, quando deixou o evento ainda nas quartas de final, perdendo para outro brazuka, e grande revelação do World Tour 2015, Ítalo Ferreira, vendo escorrer entre os dedos a chance de chegar a final do evento em Peniche, Portugal e na liderança para última etapa no Hawaii. 

Ítalo Ferreira voando alto e chegando ao Hawaii com chances de Título em seu ano de estréia no World Tour. Foto: WSL/Paullenot/Aquashot

Filipe Toledo - assim como Mineiro - teve um início de ano arrasador, foi apontado como sucessor de Medina, mas quando começou a etapa em Portugal, era Mick Fanning que recebia os 'holofotes' estando mais perto que todos, até esse momento, da taça de 2015, podendo até sair do país lusitano com taça na mão antecipadamente.

Os australianos, seguidos dos americanos, continuam figurando como as maiores potencias mundiais de surf, dada a sua história e suas marcas no World Tour, tendo cinco atletas figurando entre os dez primeiros colocados no ranking deste ano, mas apenas um australiano com chances reais de levar o título de 2015. 

A final, aéreo por aéreo. Em Peniche, Portugal, dois brasileiros protagonizaram a melhor disputa na 10ª etapa do Mundial de Surf. Hoje em dia só se vê tantos aéreos feitos e completados em baterias, quando brasileiros estão nelas

Apesar disso, Mick Fanning lidera com apenas 300 pontos a frente do segundo colocado, Filipe Toledo, e 540 pontos de Adriano de Souza, terceiro colocado. Mesmo assim, Medina, Ítalo e os australianos Owen Wright, e Julian Wilson, podem chegar na frente no final do ano, caso os líderes, e os que estão a sua frente, tropeçarem. 

E não podemos esquecer de outro brasileiro, o paulista Wiggolly Dantas, o Guigui, que em seu ano de estréia - e de aprendizado - no World Tour, deve permanecer na Elite Mundial de surf, além do catarinense, Alejo Muniz, que garantiu antecipadamente sua vaga em 2016, via segunda divisão, ou QS's. 
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