DEFESA QUER JULGAMENTO LONGE DO LITORAL

EX PM ACUSADO PELA MORTE DE RICARDINHO DOS SANTOS PEDE JURI FORA DE PALHOÇA (SC)


O júri popular do ex-policial militar Luis Paulo Mota Brentano, acusado de matar o surfista Ricardo dos Santos, o Ricardinho, em janeiro de 2015, a ser marcado ainda,  pode ser transferido de Palhoça, cidade onde ocorreu o crime. Esse foi o pedido do advogado Leandro Gornicki Nunes, responsável pela defesa do ex-PM.


Ele justifica seu pedido alegando que a comoção popular em torno do caso pode interferir na decisão dos jurados. O pedido foi protocolado na ultima segunda-feira e será analisado pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, com a relatoria do desembargador Rodrigo Collaço. Além da transferência, Nunes pede em caráter liminar que o trâmite do processo em Palhoça seja suspenso até que o TJ-SC avalie o mérito. 

Na alegação para a solicitação, o defensor sugere que o julgamento seja em uma cidade fora da região litorânea: "Após a morte, foi decretado luto oficial no município de Palhoça, teve uma escola de samba de Florianópolis que fez carro alegórico, o samba enredo sobre o surfe e homenageou o Ricardo", disse o advogado do ex PM.

"É só olhar os comentários nas notícias, com as pessoas malhando forte, destruindo. Fico pensando até que ponto a gente vai ter jurado que se sinta seguro para tomar uma decisão que venha para desagradar a opinião pública ou a família do Ricardo dos Santos", explicou Nunes.

Mota será julgado pelo crime de homicídio qualificado, com pena prevista de 12 a 30 anos de prisão. As qualificadoras apontadas pelo MP são: motivo fútil, perigo comum e meio que impossibilita a defesa. O advogado contesta os três e buscou recursos até o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Todos foram negados.

O Surfemais não poderia se abster a mais este porém num dos julgamentos mais polêmicos que envolve uma das figuras mais carismáticas no meio do surf catarinense, brasileiro e mundial.

resumindo o caso, um ex policial militar que em seu momento de folga, estava armado pela manhã, e segundo depoimentos, finalizando sua noite de festa com sentidos alterados em frente a casa de Ricardinho, incomodando seu avô que tentava finalizar um encanamento da casa, em que o carro do ex PM se encontrava em cima, e um pedido de retirada do veículo causou esta tragédia.

E, atualmente o ex-policial está ainda detido no 8º Batalhão da PM, em Joinville, mesmo depois de ter sido expulso da corporação pela morte do surfista.

Fonte: ANotícia.
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