VÍDEO: PEDALADA 'FORA CATTALINI' REÚNE IMBITUBENSES POR UMA IMBITUBA MELHOR

LARGADA NO CENTRO E CHEGADA NO MUSEU DA BALEIA FRANCA


Participantes da 'Pedalada Fora Cattalini' reunidos em frente a Ilha Santana de Fora, na praia da Vila, em Imbituba. Foto: Eduardo Rosa.

No último sábado (12), praticamente uma centena de moradores, entre surfistas, ciclistas, representantes de entidades municipais - como o Observatório Social de Imbituba, OSIMB, Associação de Surf Imbitubense, ASI e Conselho Municipal da Associações de Imbituba, COMAI -, participaram da 'Pedalada Fora Cattalini', manifestação promovida pelo movimento que é contrário a instalação de uma empresa de granéis líquidos na cidade, que, segundo o movimento, já é recorrente de grandes desastres ambientais e econômicos em sua história.


A travessia não tinha somente este intuito, mas também, o de conscientizar os imbitubenses sobre o futuro que se deseja para a cidade. Uma Imbituba equilibrada e que proteja seus recursos naturais e paisagísticos de forma ordeira, bem como suas fontes de renda tanto ambientais quanto de crescimento futuro.

Imbitubenses de todas as idades, circularam por quase toda a região central de Imbituba, desde o Calçadão da rua Nereu Ramos, passando pela praia da Vila - palco de alguns dos maiores eventos de surf do país -, atravessando a Avenida Manoel Florentino Machado, chegando até o museu da Baleia Franca, na praia do Porto, bem em frente ao local que a empresa paranaense, Cattalini, pretende ser instalada.

Largada da 'Pedalada Fora Cattalini' no Calçadão da rua Nereu Ramos, no Centro de Imbituba. Foto: Eduardo Rosa


Esta foi mais uma das múltiplas ações que o movimento 'Fora Cattalini' vêm promovendo desde seu início, em setembro deste ano, em meio ao 'turbilhão' das eleições municipais, quando surgiu a intenção real desta empresa se instalar Imbituba.

Para o Fora Cattalini, uma cidade que tem em seu 'subconsciente' o fantasma deixado pela devastação causada pela ICC - Industria Carboquímica Catarinense - em décadas passadas, e recentemente os sérios problemas causados pelo carregamento e armazenagem do coque - rejeito do petróleo - em solo imbitubense, não quer se sujeitar a mais este perigo iminente que poe em risco, não somente a vida de seus cidadãos, bem como sua orla marítima onde está localizado o principal berçário das baleias francas no sul do país, e a APA da Baleia Franca.

Além disso, as pretensas descaracterizações causadas pelo turismo e o crescimento desordenado sem fiscalização apropriada do Poder Público durante décadas, em uma cidade que ainda mantém um enorme 'palco de espetáculos naturais', precisa ter suas intensões futuras repensadas.





Por Eduardo Rosa e Norton Evald
Comissão de Comunicação Movimento #Fora Cattalini/Imbituba

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